O calor excessivo poderá colocar em risco vida de 48~74% da população em 2100

Neste preciso momento, cerca de 30% da população mundial, está exposta a temperaturas “mortais”, pelo menos 20 dias por ano. Em 2100, esse número pode ir até aos 74% caso as emissões gasosas que contribuem para o aquecimento global continuarem ou, no melhor dos cenários, caso se reduzam essas emissões significativamente, pode ir até aos 48%.

De acordo com um estudo por Iain Caldwell, entrevistado pela Research Gate, a maioria das mortes relacionadas com as temperaturas estão relacionadas com períodos de elevado calor e elevada humidade – condições estas que se poderão tornar muito mais comuns no futuro.

calor mortal

Mas o que torna a temperatura elevado tão mortal?

Ainda de acordo com Iain Caldwell, a temperatura (e humidade) elevadas tornam-se mortais quando o corpo produz mais calor do que poderá libertar. É principalmente através do suor que baixamos a nossa temperatura corporal  e, com as temperaturas exterior mais elevadas e a humidade a níveis elevados também, torna-se mais difícil para o corpo suar e libertar calor, aumentando a sua temperatura. O calor excessivo pode levar ao mau desempenho de determinados orgãos do corpo humano e, eventualmente, à morte.

As pessoas mais em risco são os idosos e as pessoas mais predispostas a ter problemas nos mesmos orgãos que o excesso de calor afeta.

Que países serão mais afetados?

Apesar dos modelos estudados ainda serem muito conceptuais, estima-se que os países mais afetados são os que se situam nos trópicos. Infelizmente, são também estes países que têm menos qualidade de vida ou rendimento per capita, o que poderá significar que a população poderá ter um acesso mais dificultado aos hospitais, infraestruturas mal preparadas para estas ocasiões e, também, uma menor capacidade financeira de recorrer a equipamentos de refrigeração.

Nestes casos, a prevenção passa apenas por manter as pessoas dentro de casa em locais o mais fresco possível.

Como poderemos evitar?

Como indivíduos temos muito pouco poder nas nossas mãos para evitar esta evolução. As principais alterações terão de ser feito a nível governamental, assim que assumirem que o aquecimento global poderá ter causas devastadoras no futuro da humanidade.

Pessoalmente, podemos tentar começar por reduzir a nossa pegada de carbono. É um princípio básico e que à partida se pode mostrar insuficiente, mas que se passar por muita gente no mundo, a sua diferença pode ser impactante.

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